Surto de sífilis pára produção pornográfica
Um grupo norte-americano ligado à comercialização de filmes pornográficos apelou aos membros da indústria para fazerem uma pausa na produção dos filmes, depois de ter sido diagnosticada sífilis a um actor do meio. Os oficiais de saúde de Los Angeles investigam a possibilidade de surto desta doença sexualmente transmissível, depois de outros cinco possíveis casos terem sido revelados na semana passada.
Segundo Joanne Cachapero, porta-voz da Associação para o Direitos à Expressão, que defende os interesses da indústria do entretenimento para adultos, uma paragem temporária na produção de filmes asseguraria que “todos os intérpretes fossem testados e salvaguardassem a sua própria segurança”.
Uma única vacina de penicilina pode curar um doente que tenha contraído sífilis há um ano ou menos, mas os indivíduos que sejam portadores da doença há mais tempo precisam de doses maiores. Por outro lado, a quem não tenha ainda a doença – mas corra o risco de a vir a contrair – aplica-se uma injecção de antibióticos, que fazem efeito no prazo de dez dias.
A Associação para o Direitos à Expressão, que já apelou aos mil actores pornográficos registados para fazerem a despistagem da sífilis, tem monitorizado a indústria pornográfica à lupa e a paragem na produção de filmes para adultos não é inédita.
Aconteceu no ano passado, quando a maior parte dos produtores de filmes pornográficos parou as rodagens durante uma semana depois de um actor ter tido um falso teste positivo de HIV.
Em 2010 houve uma paragem depois do actor Derrick Burts ter sido infectado com o vírus e em 2004 houve outra paragem quando pelo menos cinco actores se descobriram portadores do HIV.
in Correio da Manhã

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