quinta-feira, 25 de abril de 2013

Viveu 37 anos com pedaço de faca num ombro


Viveu 37 anos com pedaço de faca num ombro

Rosmari Aparecida Rosa, uma empregada doméstica de 53 anos, da cidade brasileira de Sorocaba, a 100 quilómetros de São Paulo, descobriu agora, com surpresa, a razão das terríveis dores que sofreu ao longo dos últimos 37 anos e que tantas vezes a levaram ao hospital. Tinha um pedaço de lâmina de punhal encravado num dos ombros.
O pedaço de metal tem cerca de cinco centímetros e ficou dentro do corpo de Rosmari, sem esta saber, quando foi agredida pelo namorado aos 16 anos, após terminar uma relação de três meses. O homem atacou-a pelas costas com um punhal, cuja lâmina se partiu, tal a violência da agressão, e ficou no ombro da então adolescente, que não soube com que tinha sido atacada.
“Quando fui atacada, aos 16 anos, pensei que tinha levado um murro. Só senti uma pancada forte e desmaiei. Depois é que me disseram que tinha levado uma facada”, revelou Rosmari, que nessa época foi levada ao Hospital Pronto Socorro de Sorocaba, onde lhe deram vários pontos no ombro e a mandaram para casa.
A partir daí, as dores no ombro e nas costas começaram a ser diárias e cada vez mais fortes, mas o motivo nunca foi descoberto pelos muitos médicos a que recorreu. Foi tratada a uma suposta tendinite, a bursite e outras causas, passou a fazer uso diário de analgésicos e, inúmeras vezes, as dores eram tão fortes que tinha que ir para um hospital onde, ao invés dos comprimidos que tomava, lhe davam injeções com sedativos ainda mais poderosos.
No final do ano passado, um médico mandou-a fazer uma ressonância magnética, e aí tudo piorou. Os raios emanados pela máquina provocaram-lhe uma inflamação acentuada no local e fizeram a lâmina mudar de posição, agravando o seu quadro, e nem assim o objeto foi detetado nem por quem fez o exame nem por quem o analisou. Só há dias, quando foi aconselhada a procurar outro médico, Walberto Fukushiyama, da PoliClínica de Sorocaba, a verdade veio à tona e o problema acabou.
O ortopedista pediu que Rosmari fizesse um simples raio x, e imediatamente a lâmina ficou visível. Rosmari foi operada e retirou o objeto em algunss minutos, uma coisa que um pouco mais de atenção por parte dos muitos e muitos médicos a que foi nestes 37 anos poderia ter feito, evitando-lhe tanto sofrimento.
in Correio da Manhã

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